Aliando cultura organizacional e inovação na sua empresa


Cultura organizacional e inovação podem e precisam ser aliadas se você deseja que a sua empresa mantenha-se competitiva e obtenha destaque no mercado.

Na prática, porém, é comum haver dificuldades para conciliá-las, principalmente em razão da existência de uma cultura organizacional pré-estabelecida que se mostra pouca propícia à inovação.

Se o que você busca é destravar o estabelecimento de uma cultura inovadora na sua empresa, siga com a leitura para aprofundar o seu conhecimento sobre o assunto e conseguir obter avanços nesse sentido junto ao seu negócio.

Para início de conversa, vamos entender o significado do termo cultura organizacional. Vejamos.

Entendendo a cultura organizacional


Toda empresa possui uma cultura organizacional, mesmo aquelas cujos gestores e funcionários desconhecem o significado do termo.

Conforme diz um dos maiores estudiosos do tema, o professor Edgar Schein, “a cultura é um padrão de pressupostos tácitos, compartilhados, que foi aprendido por um grupo ao resolver seus problemas de adaptação externa e integração interna, que funcionou suficientemente bem para ser considerado válido e, portanto, para ser ensinado aos novos membros como a maneira correta de perceber, pensar e sentir em relação a esses problemas”.

Se você passa muito tempo em uma determinada ocupação e organização, você assume muitos dos temas culturais que outros compartilham na ocupação ou organização, e estes tornam-se suposições tácitas que independem de consciência.

É essa qualidade inconsciente da cultura que a torna tão poderosa, a ponto de determinar a estratégia, os objetivos e os modos de operação de uma organização.

A cultura seria, assim, um conjunto de padrões de comportamento que, segundo a especialista em cultura organizacional, Carolyn Taylor, são encorajados ou permitidos ao longo do tempo e resultado das mensagens recebidas sobre como se espera que as pessoas se comportem.

Sendo assim, há três coisas que precisam ser trabalhadas em sincronia para ajustar uma cultura organizacional: (1) os comportamentos de quem é percebido como importante na empresa – em geral a liderança; (2) símbolos de mudança, como um novo layout de um escritório, a visibilidade de uma promoção ou o desligamento de alguém na empresa; e, por fim, (3) sistemas ou processos, como a definição e o desdobramento de metas ou o processo de avaliação de desempenho.

Dito isto, como seria uma cultura inovadora? É o que veremos agora!

Desenvolvendo uma cultura inovadora 


Inovação é uma palavra ampla e frequentemente empregada de forma abusiva. Enquanto alguns a associam a novos produtos e novas tecnologias, outros já pensam na melhoria de processos, sobretudo operacionais, em áreas como produção e logística, entre outras associações.

O fato é que as empresas mais bem sucedidas em inovação têm processos bem organizados para identificar desafios estratégicos para os seus negócios, o que nos permite concluir que a inovação é um meio, e não um fim.

É necessário desenvolver uma cultura que dê liberdade para a inovação acontecer, que estimule a curiosidade, a empatia com o cliente e a experimentação.

Além disso, é preciso realizar uma série de ajustes em funções da empresa, para que elas não se coloquem como empecilhos à inovação.

No fim das contas, a razão de ser deste processo não é simplesmente inovar, mas sim manter a empresa próspera num cenário de alta volatilidade e incertezas. Isso significa reinventar o seu negócio continuamente, e a inovação é a forma de fazer isso.


4 características da cultura inovadora


Não existe uma fórmula mágica para aliar cultura organizacional e inovação dentro de uma empresa. Isso porque a obtenção de uma cultura inovadora vai depender de fatores como o tipo de negócio, as pessoas envolvidas no processo e até as questões de cultura local.

Apesar disso, existem 4 características que podem ser consideradas predominantes para que uma cultura seja mais inovadora. São elas: customer centricity, autogestão, colaboração e experimentação.

Vamos aprofundar nosso conhecimento sobre cada uma delas. Confira.


Customer centricity

Este conceito está relacionado com colocar o cliente em primeiro lugar na sua organização, e isso vale tanto para os negócios B2C quanto para os negócios B2B.

Ser customer centric não é apenas atender os requisitos do seu cliente ou eliminar a fricção no relacionamento com eles, mas sim agir proativamente oferecendo soluções que “como por encanto” resolvem dores ou trazem ganhos que o cliente ainda não tinha percebido.

A lógica é fortalecer o seu negócio para que o nosso também se fortaleça, e isso não é uma tarefa apenas para a área comercial. Toda a empresa precisa engajar-se para ouvir, observar e entender as aspirações estratégicas dos seus clientes.


Autogestão 

Outra característica fundamental de uma cultura inovadora é o gerenciamento no modelo de autogestão, o que significa dar mais autonomia e exigir mais responsabilidade das pessoas.

Ao dar autonomia é possível obter ganhos na velocidade de resposta da empresa. 

Para isso, torna-se importante reduzir níveis hierárquicos, investir mais em autoconhecimento e fazer uso de novos métodos de trabalho, o que não é fácil, pois muitas lideranças não estão dispostas a abrir mão do poder.


Colaboração 

Desenvolver colaboração requer a construção de times de alto desempenho, grande capacidade de atuar COM o outro, fortalecimento da confiança entre as pessoas e o desenvolvimento de um ambiente de segurança psicológica.

Para desenvolver a colaboração e estimular a inovação, é necessário eliminar preconceitos e não ter vergonha de mostrar sua vulnerabilidade ao dizer que não sabe, o que pode ser uma dificuldade para muitas lideranças.


Experimentação 

Por fim, vem a questão do erro. Muitos falam na necessidade de tolerar o erro. Um outro olhar sobre esta questão é a criação de um ambiente de experimentação, onde hipóteses serão testadas e, como na ciência, algumas darão certo, outras não. 

Aprende-se com os erros e há a possibilidade de crescer. Além disso, a experimentação estimula a curiosidade, a inquietude, o questionamento do status quo e o intraempreendedorismo. Trata-se de uma forma de minimizar riscos e fazer isso de forma rápida e barata. 


Entraves para a implantação de uma visão inovadora


Aliar cultura organizacional e inovação nem sempre é tarefa fácil e, em geral, o obstáculo mais frequente está nas lideranças compreenderem a necessidade de estruturar as capacidades dinâmicas que a empresa necessitará para prosperar num ambiente de alta volatilidade e incertezas.

Isso porque nem todos acreditam que o futuro será assim tão diferente do presente – ou pelo menos não querem enxergar.

Sufocados pela exigência de resultados de curto prazo, são reticentes em investir em transformações difíceis e de longo prazo.

É verdade que desenvolver uma cultura inovadora pode representar um investimento alto e longo, mas é necessário considerar a necessidade de manter a continuidade do negócio e o fato de que esse investimento gera vantagens competitivas difíceis de serem imitadas.

Para aqueles que já decidiram entrar nessa jornada, outro grande obstáculo está em conseguir fazer com que a liderança abra mão do poder, reconheça legitimamente o valor de suas equipes como iguais, ouça-as verdadeiramente e não tenha medo de mostrar-se vulnerável. Este é o ponto chave para a construção da confiança.

Além disso, o desenvolvimento da inovação passa, muitas vezes, por uma mudança de mindset. Para usar a abordagem da Carol Dweck, é preciso adotar um mindset de crescimento ao invés de um mindset fixo.

Mas o que isso quer dizer?

Trata-se de deixar de acreditar que as habilidades básicas, inteligência e talentos são características que nascem com um indivíduo, e passar a crer que estas podem ser desenvolvidas com dedicação e trabalho duro.

Esta visão privilegia a aprendizagem e reforça a nossa resiliência, tão essencial para obter realizações no mercado de negócios.


Então, este conteúdo fez sentido para você e ajudou-lhe a entender melhor a relação entre cultura organizacional e inovação? Conte para a gente!

A Anlab é um grupo aberto, com experiência de mercado e diferentes expertises, com um único objetivo: transformar você e seu negócio.

Entre em contato para conhecer nossas soluções e vamos construir um projeto juntos.

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