Como a falta de senso de urgência impede o avanço digital nas empresas

Para que as empresas possam continuar competitivas no mercado, é preciso que desenvolvam uma mentalidade digital. 

Este é um ponto cada vez mais debatido no mundo corporativo e muitas empresas concordam que essa é uma transformação necessária. 

Todavia, apenas o debate não é o suficiente. É preciso agir! E nesse caso, o que falta é senso de urgência. 

O avanço digital não pode mais continuar apenas no papel, como uma ideia ou objetivo. Em algum momento, é preciso começar a trabalhar de fato para que isso aconteça. 

Para entender melhor o que é esse processo e como ele é importante, produzimos esse artigo com informações que vão lhe ajudar a tirar as ideias do papel. 


Por onde começar e como evoluir?

Uma vez convencido de que o ambiente mudará por definitivo é hora de você entender se a sua organização está ou não preparada para isso. 

Este é um ponto no qual muitas empresas pecam. Talvez por uma falsa impressão de que a questão se resume à tecnologia, e que portanto basta o investimento em alguns sistemas, alguns especialistas e “voila”, a empresa estará em conformidade com os “requisitos” digitais. 

Não se trata disso. Porque a questão é: como ser próspero num ambiente volátil, incerto, complexo e ambíguo? 

Para isso, além de utilizar a tecnologia como habilitador, é necessário:

  1. uma liderança visionária e orientada para crescimento;
  2. flexibilidade e velocidade somente obtidas com novos modelos de estrutura organizacional;
  3. pessoas com mais autonomia e lideranças servidoras;
  4. uma cultura centrada no cliente, colaborativa e que experimenta;
  5. tudo isso orientado por um propósito socialmente significativo e desafiador. 

Nada disso se constrói da noite para o dia. São necessárias intervenções plurianuais. 

E mais, no cerne dessas mudanças, diferentemente de outras em que era preciso aprender novos métodos e adotar novas ferramentas, agora são necessárias mudanças a nível comportamental das lideranças, que necessitam maior autoconhecimento e a revisão de crenças e valores.


Qual o risco de deixar a transformação digital para depois? 

Depois de criada a consciência e entendidos os gaps e necessidades de mudança, instalando o desejo de mudar, é hora de arregaçar as mangas e educar-se, reeducar-se, desaprender, reaprender, e aplicar e praticar para desenvolver a musculatura necessária. 

O risco de não priorizar estas questões é o da descontinuidade do negócio. E a esta altura do campeonato, quem não iniciou esta jornada já está em débito.

O avanço das tecnologias digitais e as oportunidades que delas surgem, praticamente redesenhando a forma como fazemos negócio, são de fato impressionantes e muito poderosas. 

Mas não resume tudo que deve ser endereçado para que uma empresa seja próspera num ambiente VUCA (acrônimo para descrever quatro características marcantes do momento em que estamos vivendo: Volatilidade, Incerteza, Complexidade e Ambiguidade).


Quais empresas precisam “começar o quanto antes” ou não podem mais esperar?

Evidentemente, se estamos falando de um negócio cujo core é digital, como uma fintech por exemplo, temos um approach, e se falamos de uma mineradora ou de uma fazenda, onde o digital é um importante habilitador do negócio em várias dimensões, o approach é outro.

Neste último caso, a questão do digital é uma iniciativa estratégica importante em meio a outras; algumas menos relevantes, outras igualmente relevantes.

De uma forma ou outra, é imprescindível conscientizar-se de que mudanças importantes estão em curso e irão avançar rapidamente, transformando completamente o cenário de negócios. 

Quando falamos isso, não nos referimos apenas aos clientes e produtos das empresas. Falamos também dos fornecedores, das equipes internas da própria empresa, da comunidade… Enfim, do conjunto de stakeholders conectados com a empresa.

Algumas empresas ainda estão presas nesta etapa. Incrédulas ou simplesmente negando as mudanças que pululam ao nosso redor, estão fadadas à descontinuidade mais cedo do que se supõe.

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