O que as startups podem ensinar às empresas tradicionais

Como afirma Steve Blank, “uma startup é uma organização formada para buscar um modelo de negócios escalável, repetitivo e lucrativo.” 

Uma startup, portanto, parece algo inovador e muito atrativo. Nesse sentido, o que elas podem ensinar às empresas tradicionais?

Bem, com o acesso fácil ao conhecimento e ao capital de risco, frutos de uma conjunção de fatores única desta era, o empreendedorismo encontrou soluções para tornar-se menos arriscado e mais promissor.

Isso significa perder o menor tempo e dinheiro possíveis no processo. Sucintamente, o raciocínio é o seguinte:

1. Identificar as premissas que precisam ser verdadeiras para que o negócio da startup seja bem sucedido.

2. Criar um experimento para testar estas premissas o mais rápido e barato possível (MVP).

3. Pensar como um cientista. Aprender o que funciona e o que não funciona em cada experimento.

4. Usar o conhecimento gerado em cada experimento e reiniciar o ciclo.

5. Periodicamente tomar a decisão de mudar a estratégia (pivotar) ou permanecer no curso.


Novo cenário, novos ensinamentos


Como não cansamos de dizer, os tempos são outros e os mercados estão se tornando cada vez mais voláteis e complexos.

Adeus aos largos períodos de estabilidade apreciados pelas empresas do passado. A mudança é a nova realidade e o futuro nos reserva uma aceleração das mudanças.

Portanto é necessário às empresas aprenderem esses mecanismos praticados pela startups para que também criem seus novos futuros negócios em tempo de se tornarem bem sucedidas antes que os negócios atuais entrem em declínio.

Mas não é assim tão simples. Introjetar este ciclo nos negócios atuais, com todos os pré-requisitos que existem por trás dele, é um considerável desafio para a maioria das empresas estabelecidas.

Por isso, esteja certo de que seu time de colaboradores também está disposto a engajar-se nas possíveis mudanças. É preciso estar cercado de pessoas que anseiem por criar negócios inovadores.

Esse empenho, é claro, deve ser bem recompensado. Oferecer ao funcionário a possibilidade de tornar-se acionista da empresa é uma forma de contribuir para a sensação de pertencimento também.

Além disso, outro fator importante é conseguir deixar claro o impacto gerado pelo negócio, o propósito do trabalho. Uma das melhores formas de deixar isso bem entendido é, sem sombra de dúvidas, com uma boa comunicação.


Ensinamentos antigos, mas que não devem ser esquecidos


Contudo, também existem aprendizados importantes das organizações maduras, que não podem ser esquecidos.

Como citamos anteriormente, startups são empresas em busca de um modelo de negócio bem sucedido.

Uma vez encontrado, existem também desafios para dar escala, crescimento e rentabilidade a esse modelo.

Desafios como esses, e outros não evitados pelo ciclo “lean startup” acima mencionado, são responsáveis por uma taxa média de falha de 90%.

Exatamente: de cada 100 startups criadas, 90 morrem.

Se fizermos as contas, desde que você começou a ler este texto até aqui, cerca de 90 startups foram à falência em algum lugar do mundo.

Há muito o que aprender com essas empresas, sem dúvida, mas no seu devido contexto e dimensão.


O grande ensinamento das startups


Portanto, o grande ensinamento é agir com base em dados e fatos, usar os aprendizados para potencializar ou reinventar os negócios e desenvolver as competências organizacionais necessárias para prosperar num ambiente VUCA.

Como dizem os americanos, “there is no free lunch” ou “não tem almoço grátis”.

Busque estruturar o seu negócio. Invista nas pessoas. Não há solução mágica nem fórmulas milagrosas.

Trabalho duro e contínuo gera competências difíceis de serem imitadas e copiadas, o que é sinônimo de vantagem competitiva sustentável.

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